No dia 14 de junho, às 16h30, no Teatro Glauce Rocha, com entrada gratuita, teremos o concerto de encerramento do Festival Internacional de Violão em Campo Grande. O evento reúne artistas, professores, pesquisadores e estudantes do Brasil, França, Bélgica, Estados Unidos, Paraguai e Argentina em um grande encontro com concertos, palestras e masterclasses. O evento tem apoio da FUNDECT e de emenda parlamentar.
Nesse concerto de encerramento, os alunos do Projeto de Educação Musical Madeiras Dedilhadas da UFMS apresentarão o resultado de dois meses de trabalho didático ao lado de ícones do violão internacional, como o Argentina Guitar Duo e do veterano do violão brasileiro Salomão Habib. O concerto se iniciará com obras de violão solo e duo executadas por grandes solistas e terminará com uma grande festa inclusiva.
O projeto é executado por meio de destinação de emenda parlamentar do Deputado Federal Vander Loubet e oferece oportunidades inclusivas a jovens de bairros como Paulo Coelho, Santa Mônica, Jardim Noroeste, Parque Lageado, Tiradentes e Aldeia Água Bonita. Os alunos são oriundos de comunidades que possuem menos acesso à cultura, incluindo estudantes indígenas e quilombolas. Ambos os projetos são coordenados pelo prof. Dr. Marcelo Fernandes Pereira do Curso de Música da UFMS.
Formado pelos violonistas argentinos Juan Almada e Federico Díaz, o duo nasceu em 2022 de uma profunda affinity artística. Com forte dedicação à música de câmara, o conjunto apresenta uma abordagem contemporânea ao repertório para dois violões, combinando obras consagradas com novos arranjos voltados à valorização da música latino-americana.
Eles realizaram turnês europeias em 2024 e 2025, apresentando-se em países como Itália, França, Bélgica, Alemanha e Eslovênia, além de atuarem nos Estados Unidos.
Violonista, compositor e educador, Salomão Habib é reconhecido como uma das mais importantes referências da música amazônica contemporânea. Natural de Belém do Pará, ele construiu uma linguagem musical singular, na qual dialogam elementos da tradição erudita do violão, sonoridades indígenas da Amazônia e influências da música árabe.
Apresentou-se em diversos países da América, Europa e Ásia. Em 2024, sua obra musical foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará.